quinta-feira, 3 de julho de 2008

Demência nostálgica e gamemaníaca

Meu chefe é demente, o cara tem uma coleção de video-games antigos: desde atari, master system (com direito a pistolas e óculos 3D), mega drive até o console mais atual na sua estante velha e pútrida, um patético Play Station 1. Pelo menos isso...
Quando fui conhecer a coleção fiz questão de relembrar um dos clássicos que me tirou vários finais de semana... GOLDEN AXE! Esse jogo era incrível, os guerreiros esqueletos, os gigantes, o mapa do jogo, os raios na tela quando você usava o poder com as 3 jarras mágicas... enfim! Hoje quando ele me mostrou este site aqui, na hora eu vi que tinha que postar sobre essa demência.

O fantástico mundo fantástico permanece pleonasticamente catacrético... e fantástico.
Reparem em cada capa dos jogos, como é uma coisa impressionante, os personagens, os monstros, os títulos incríveis como "O senhor das Trevas" ou "A serpente do Poder".
Poxa, hoje com meu PSP em mãos, jogando "Marvel Ultimate Alliance", "God of war", "LEGO Indiana Jones" e "LEGO star wars" eu tenho um console portátil, com jogos de última geração onde você até perde alguns segundos do jogo admirando o cenário, sem falar do Wii.
Esses jogos do 'Odyssey', são 90% "entretenimento baseado na sua própria imaginação", é sério! Faça um teste, vá neste site de merda, faça o download do emulador o2em (é isso mesmo que você está pensando... você vai jogar um jogo toscão) na pasta ROMS coloque este arquivo aqui (ROM do sensacional "Senhor das trevas") e na pasta BIOS coloque este arquivo aqui (uma beleza de instalação!), depois disso siga pelo prompt até a pasta onde se encontra o o2em.exe e digite:
> o2em timelord.bin
(Desculpe elaborar este pequeno tutorial apenas para usuários windows, mas se você é esperto o bastante para utilizar Linux então acho que não precisa de orientação alguma).

Vamos começar! Primeiro repare no barulho bizarro que surge quando o emulador é iniciado, uma espécie de peido eletrônico com um tilintar agudo e ridículo, depois de dar um belo ENTER você acaba de iniciar o jogo, nada de menu, start, options, load ou whatever... apenas o senhor das trevas, a criatura bizarra que rompe o espaço-tempo e envia seus lacaios para te atacar enquanto você se desespera desviando de mísseis e mais mísseis até descobrir que o botão que atira é o "L"! Puta que pariu, que jogo incrível, você pode até se imaginar no canhão de plasma reportando a sua central que as naves inimigas estão jogando bolinhas vermelhas e asteriscos verdes em cima de você.

Após o 'momento nostalgia' volte ao site para mais uma sessão de belas risadas. Olha os textos usados para promover os jogos:

Assim que você apertar o número 1 do teclado alfanumérico, você despertará a atenção do imortal Senhor das Trevas, do Caos e dos Tempos. E sua única defesa é um canhão laser de energia ilimitada montado no topo de sua máquina do tempo. A frota de naves do Senhor das Trevas irá bombardeá-lo com mísseis. E se você destruir todas as naves do tempo, o jogo irá passar automaticamente para o Segundo Nível.

Um nível onde o Senhor das Trevas estará começando a levá-lo a sério. E se você escapar, passará para o Terceiro e posteriormente para o Quarto Nível, onde você certamente já conseguiu o respeito do Senhor das Trevas, o que é uma graça muito duvidosa. E as batalhas se tornarão cada vez mais violentas e velozes em todos os 256 diferentes níveis do jogo.

Caralho! Qual é o demente que vai largar tudo para finalizar os 256 níveis dessa porra! Puta merda, o que será que aparece? Será que rola uma aparição final do Senhor das trevas, ele será o último chefe? Será que ele faz um monólogo com peidos eletrônicos antes de morrer? E os créditos??? (Todos os jogos foram feitos por um mesmo cara... UM ÚNICO NOME VAI SOBREVOAR A TELA??? Poxa, alguém tem que finalizar isso e comentar aqui...).

Mas é realmente interessante, veja o meu exemplo de Golden Axe, aquilo pra mim era um dos jogos mais incríveis da face da terra, usando meus 90% de imaginação. Hoje vejo como um jogo altamente tosco, talvez seja porquê esteja acostumado com jogos "Last generation" e não dê mais chance as pérolas dos consoles de outrora. Mesmo assim eu morro de rir dessa demência:

É realmente dramático. Cada pistoleiro dispõe de apenas 6 balas em seu revólver. E quem conseguir eliminar o adversário por 10 vezes ganha a batalha. Se você atigir as árvores ou a borda superior ou inferior da tela, os tiros ricocheteiam e podem atingir qualquer dos pistoleiros.

Quando acabar a munição, encoste numa árvore que tenha a mesma cor que o seu pistoleiro. Aí tem munição escondida. Mas se você escolher a máquina como adversário, cuidado! Você está duelando contra um frio e impassível pistoleiro andróide!





PS: Já ia esquecendo...
Eu odeio crente! Porquê com certeza os pais não iam permitir que uma criança brincasse com um jogo chamado "O Senhor das trevas", Bastardos...

12 comentários:

Enio Luiz Vedovello disse...

Pode me xingar, mas eu gosto mais dos jogos mais antigos, com menos botões para decorar e mais diversão sem pensar muito.

mazeloJava disse...

Não espalhe... mas eu passei algumas horas no "Senhor das Trevas" e no "Duelo no Velho Oeste".

o2em disse...

Tu escreve isso pq sua infância não foi nos anos 80, seu jegue!...
estou esperando sua análise do tele-jogo...

ricardowilmers disse...

Que comentarios mais idiota voce faz sobre os jogos antigos .. vc deve ser alguns deesses idiotas do mundo de hoje que so adoram "graficos" .. vai cagar vai ...

Pletsch disse...

No minimo na sua infancia xexelenta voce nao teve um Odissey e morria de inveja dos garotinhos da vizinhança que tinham e nao deixavam voce jogar pq voce babava em cima.

ricardowilmers disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pletsch disse...

Wilmers, te conheço do canal 3, o comentario nao foi direcionado a voce, e sim a esse cretino que escreveu esse artigo de m...

ricardowilmers disse...

Mas não foi para voce tambe..rsrsrs..me desuclpe..era pro mané desse blog que fala coisas idiotas.. me desculpe....

Arthur Lopes disse...

O mais interessante é criticar os nomes dos jogos ("O Senhor das Trevas", "A Serpente do Poder") para pouco depois confessar que joga jogos com nomes "O Deus da Guerra", "A Aliança Definitiva da Marvel" e "A Guerra nas Estrelas".

Ou será que só porque estão em inglês são nomes melhores?

mazeloJava disse...

Arthur, Eu não tenho problema nenhum com os títulos dos jogos, só acho engraçado o fato de um duelo no velho oeste ou um confronto com o senhor das trevas se tratar de pixels amarelos jogando pixels verdes em pixels vermelhos, enquanto que hoje você pode ligar seu PSP,DS,Wii,PS1/2/3,Xbox e se divertir observando personagens animados que atendem a sua expectativa em relação ao título/capa.

Mas eu não tiro o mérito da época, vocês estão exagerando nesses comentários, os ataques deste casalsinho (ricardowilmers & Pletsch) já estão enchendo o saco. Quer saber? Não tenho que justificar minhas opiniões para vocês, só o faço por respeito aos mais decrépitos.

Ps: Não percam mais um post nostálgico no dia 7 de setembro, meu chefe vai levar a coleção dele pro trabalho, vou fazer um review de cada console.

Sim..., vocês vão se sentir ofendidos. NÃO PERCAM!

Arthur Lopes disse...

Mazelu,

Eu sempre digo que o pessoal da minha época tinha mais imaginação, porque treinou a infância toda a ver um monte de quadrados e saber que ali está um homem, um carro, um dragão, o que for. O pessoal hoje em dia no máximo tem noção de espaço.

Outra coisa que é inegável é que os jogos de antigamente, com os escassissimos recursos que haviam, tinham que ser bons, divertidos. Hoje, com recurso que não falta mais, muita gente faz jogo que é um espetáculo visual mas que não tem graça nenhuma.

E tem sempre a nostalgia...

Mas, enfim, mexeu com a religião dos outros, é isso que dá :p

ricardowilmers disse...

Casinho o caralho, preconceituoso e idiota. Hoje vc se gaba dos "graficos" super - hiper religiosos e se esquece de qeu tudo que existe hoje veio desse "quadrados" que voce mesmo fala. Aprende a respeitar o passado para revenciar o presente e futuro. Aletrado e hipocrita.